Hei menina,
Se achegue, pegue seu café e venha ler esta carta.

Hoje tive um daqueles insights, que mais parece um “ta vendo?”. Sabe quando você acha que já aprendeu sobre aquela coisa, afinal ouviu tanto que parece que já te pertence? Pois é, percebi que não era bem assim!

Já tem um tempo que me presenteio com as rosas, sim semanalmente. Há mais de um ano, às sextas-feiras, eu compro flores para mim, para minha casa, para minha vida. Em um mundo onde vemos pessoas penduradas em aviões; pessoas entregando os próprios filhos para os desconhecidos, na tentativa de “salvação”. Eu considero que estou investindo vida em mim, ao tentar salvar meu coração dessas tristezas. É uma forma de dizer, obrigada vida, pelo que tenho. Me compadeço demais daquele povo e de qualquer outro. Se eu pudesse, ajudaria. Por agora, posso suavizar a vida de quem está por perto de mim.

Ao descobrir que uma amiga querida, estava com “Covid”, na época em que não podíamos nem pensar em “trégua” ao que ainda estamos vivendo com esta pandemia, eu deixei, na portaria do prédio dela, uma de minhas rosas. Não tinha a intenção de curar e sabia que não podia, mas o abraço de coragem, que não pude dar, foi em forma de rosa. Essa foi a primeira das muitas, que compartilhei. Depois dessa, foram dezenas, já nem consigo mais saber a quem já distribui esses abraços delicados, suaves e belos. É assim que eu desejo, que traga beleza ao dia de quem recebe.

A recepção é sempre bem-vinda, uma em especial, me marcou, a moça da limpeza do meu prédio, quando iluminou a garagem com o brilho da sua gratidão.
O que é bom a você, muitas vezes é melhor ao outro. Surpreender alguém aleatoriamente, lembrando-a da sua preciosidade, neste mundo é de uma gratitude imensurável.

Eu não tenho a pretensão de mudar o mundo doando rosas, aliás não diminui fome, não diminui frio, mas, desendurece coração; suaviza o dia; e faz quem era invisível perceber o seu real valor…Não há coração que não entenda a linguagem de uma rosa.
Ah, e o que aprendi mesmo? Que não devemos ter pequenez em compartilhar. Quanto mais se doa, de fato, muito mais se recebe. Já não sabemos disso? Pensava eu que sim, mas, quando isso se enraíza em nós, o mundo se torna um terreno próprio para a multiplicação.

Para um mundo azedo, cinza, cheio de pessoas que não param para observar o outro, como chamamos a atenção?. Sendo rosa na vida de quem está ao nosso alcance.
A ex-prefeita de uma cidade de Minas Gerais, plantou roseiras por toda a cidade, com seu próprio dinheiro, e viu arrancarem tudo, em questão de dias. Mesmo com o curto período do colorido, ela não desiste e plantará novamente. Quando questionada se valia a pena? Rapidamente, responde: “Vale, porque a gente não enfeita só a cidade, enfeita a vida da gente”.

E disso, super entendo, enfeitar a vida do outro, costuma enfeitar a minha vida, mais ainda.

Outra forma de enfeitar a vida é lendo o livro “A Arte De Ser Leve” (Leila Ferreira). Foi neste livro que conheci a história da ex-prefeita, plantadora de rosas. Uma das minhas fontes de inspiração para o compartilhar das rosas.

E, você? Costuma espalhar doses de delicadezas e de positividades por aí? Se ainda não espalha, sempre há tempo de encantar, surpreender e incentivar alguém. Faça a diferença com o pouco que você pode.

E se desejar nos contar como foi sua experiência, segue o nosso e-mail: [email protected] .
Sempre com muito carinho,

Delas: Betiza Matheus e Rafaela Di Guimarães

Fique por dentro do que acontece em Brasília

Receba atualizações semanais.

Relacionados

GDF convoca profissionais para a atenção primária e combate à dengue

A Secretaria de Saúde convocou, nesta terça-feira (7), mais 40 agentes de…

Evento celebra as 100 mil vacinas aplicadas na Praça dos Cristais

O ponto de vacinação da Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano,…

Terceira Carta – Cartas Delas para Elas

E, você? Costuma espalhar doses de delicadezas e de positividades por aí? Se ainda não espalha, sempre há tempo de encantar, surpreender e incentivar alguém. Faça a diferença com o pouco que você pode.