O Ex-Ministro Luiz Henrique Mandetta está desde a manhã respondendo às questões dos senadores em sua oitiva no Senado Federal. O ex-ministro Nelson Teich também foi convidado a depor nesta terça às 15 horas, mas está atrasada em função da oitiva com Mandetta.

A CPI ouvirá todos os ministros que estiveram à frente da saúde durante crise da covid no Brasil.

Sobre sua relação com o presidente Jair Bolsonaro, Luiz Henrique disse que não tinha discussões acaloradas com ele. Mas que o presidente tinha um aconselhamento paralelo, que incluia médicos proponentes de remédios como cloroquina e ivermectiva, sempre acompanhados do filho do presidente Carlos Bolsonaro. Mandetta chega a mencionar nessas reuniões que viu um projeto de lei autorizando mudar a bula da hidroxicloroquina para indicação contra a covid, que foi prontamente rejeitada pelo presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também presente na sala. Mandetta também lembrou de um estudo produzido pelo governo que previa o número de mortos até o fim de 2020.

Caso houvesse isolamento rígido, como observado em países do Oriente, a estimativa era de 30 a 40 mil. Com medidas mais flexíveis de isolamento, o total de óbitos até o fim do ano subiria para 90 mil. E caso não houvese nenhuma política de restrição no Brasil, o número de mortos poderia chegar aos 180 mil.

Lembrando que o ano de 2020 fechou com um registro maior que a pior previsão: 192 mil mortos.

Mandetta disse que em muitas ocasiões em que conversava soluções com Bolsonaro, mas suas propostas giravam sempre em torno do tratamento precoce e do que na época chamavam de “isolamento vertical”, na qual parte da população considerada de risco, como idosos e pessoas com comorbidades se manteriam isoladas, e as outras eram autorizadas a circular.

 

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