A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta segunda-feira (6), a Operação Subterfúgio, contra um grupo suspeito de falsificar documentos para eliminar dívidas de clientes nas contas de água e energia elétrica.

De acordo com a investigação, a associação criminosa simulava transações imobiliárias para fraudar contratos com a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e com a Neoenergia. Segundo a polícia, o grupo atuava há pelo menos dois anos.

As investigações tiveram início há oito meses. Os policiais apuram a atuação de uma associação criminosa que estaria falsificando documentos e simulando transações imobiliárias a fim de abonar dívidas com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Neoenergia Distribuição.

Segundo a Draco, o esquema funcionava em três fases. Primeiro, ocorre a captação de “clientes” pelo grupo criminoso, fase em que o bando seleciona pessoas que tenham a posse, ainda que precária, ou a propriedade de imóveis com grandes dívidas junto às concessionárias fornecedoras de água e energia no DF.

Após cooptar os interessados, o grupo criminoso simula a transferência do referido imóvel para um terceiro, que assume os débitos com as empresas. Os investigadores destacam que essa simulação é materializada por meio da fabricação de documentos falsos.

Dessa forma, o “laranja” assume a dívida sem qualquer intuito de pagar, agindo unicamente com o objetivo de simular a transferência da titularidade do imóvel, passando o débito em seu nome e desvinculando a dívida do real proprietário.

Em um terceiro momento, o bando solicita a reinstalação do fornecimento de água ou energia, mas, agora, em nome de um parente ou de uma pessoa vinculada ao proprietário do imóvel.

A fraude, praticada há pelo menos dois anos, ocorre por meio da utilização de cessões de direito, procurações e contratos falsos.

Os policiais, no entanto, não informaram detalhes sobre os mandados cumpridos até a última atualização desta publicação.

Operação Subterfúgio

A Polícia Civil informou que as investigações começaram há cerca de oito meses, mas que a prática ocorre há pelo menos dois anos. Na operação, batizada de Subterfúgio, os policiais buscam provas contra o crime e tentam identificar integrantes do grupo.

Os envolvidos podem responder por associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Caso condenados, a pena pode ser até de 20 anos de prisão.

Fique por dentro do que acontece em Brasília

Receba atualizações semanais.

Relacionados

Estudante de 62 anos formada na EJA inicia o ano na UnB

Dar continuidade aos estudos era um sonho antigo de Conceição que, aos 47 anos, se formou no ensino médio pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Distrito Federal. Em 2016, pela primeira vez na vida, a diarista foi ao teatro

Últimos dias de inscrições para seleção de médicos no IGES-DF

Os benefícios são vale-transporte e alimentação. Em conformidade com o artigo 93 da lei n.º 8.231/91, serão destinados 5% das contratações às pessoas com deficiência (PCD).

Golpe do Itaú via CNJ com ajuda de Fux é a ponta do iceberg das relações do ministro com mercado financeiro

A decisão ilegal do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, através da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça…