Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Os postos de imunização contra a Covid-19 do Distrito Federal aplicaram doses da CoronaVac, Janssen ou AstraZeneca em 222 adolescentes de 12 a 17 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O atendimento contraria recomendação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autoriza apenas uso da Pfizer nessa faixa etária.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16), logo após o anúncio do órgão federal, o secretário de Saúde do DF, general Pafiadache, afirmou que vai “investigar” o caso, mas que acredita se tratar de “uma questão equivocada” (saiba mais abaixo).

Conforme monitoramento do ministério, a maioria dos atendimentos inadequados ocorreram com doses da CoronaVac. Veja:

  • AstraZeneca: 90
  • CoronaVac: 111
  • Janssen: 21

‘Equívoco’

Ao comentar os dados no início desta tarde, o secretário de Saúde destacou que, na campanha para adolescentes, o público é encaminhado a postos exclusivos, com o objetivo de diferenciar o imunizante.

“Nós vamos investigar se isso não foi uma questão de digitalização, alguma desatenção. […] Tomamos todas as medidas para que os jovens fossem para um posto onde estavam [doses da] Pfizer aguardando.”

Pafiadache ainda confirmou que a vacinação segue para adolescentes de 14 a 17 anos, com doses da Pfizer. A decisão contraria a recomendação do Ministério da Saúde, que orientou, nesta quarta-feira (15), a suspensão dos atendimentos (saiba mais abaixo).

A manutenção da vacinação do grupo já havia sido anunciada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Nesta quinta (16), ele chegou a anunciar a ampliação da faixa etária, para 13 anos.

No entanto, logo depois, voltou atrás e recuou da medida. Ele argumentou que a decisão foi tomada devido à suspeita de evento adverso grave sofrido por um jovem imunizado em São Paulo. O caso está sob investigação.

Qual é a recomendação do Ministério da Saúde?

Em nota informativa publicada na quarta-feira (15), o Ministério da Saúde deixou de recomendar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades. De acordo com a pasta, a imunização deve ficar restrita a três perfis de adolescentes:

  • com deficiência permanente;
  • com comorbidades;
  • que estejam privados de liberdade.

Em coletiva de imprensa nesta tarde, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o órgão revisou o posicionamento por conta da suspeita de efeito adverso. Além disso, recomendou a suspensão do atendimento para os jovens.

“Aqueles sem comorbidades, independente da vacina que tomaram, [devem] parar e não tomar outra. É uma questão de cautela, até que se tenha mais evidências para seguir em frente”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o Queiroga, os adolescentes que tomaram vacina de outras marcas que não da Pfizer não devem receber outra dose. “Não aceitaremos intercambialidade de vacinas”, disse.

Vacinação de adolescentes no DF

A vacinação de adolescentes no Distrito Federal começou em 5 de agosto, primeiro para aqueles que tinham comorbidades ou deficiência, por agendamento. Do total de 15 mil vagas oferecidas pelo GDF, 6.175 tinham sido preenchidas até o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde.

Já os jovens sem comorbidades foram incluídos na campanha a partir de 23 de agosto, começando pela faixa etária de 17 anos. Em 10 de setembro, foi a vez de quem tem 16 anos. O grupo mais recente a ser incluído foi o de 14 e 15 anos, nesta quarta-feira (15).

Até a noite de quarta, a Secretaria de Saúde registrou 88.705 vacinados de 12 a 17 anos com a primeira dose, o que representa 35% do total nesta faixa etária.

Com informações de G1-DF

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