Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Dois dias após os protestos de 7 de Setembro, ocorridos em várias capitais do país, manifestantes continuam ocupando o Eixo Monumental, nesta quinta-feira (9/9). O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que há uma negociação em andamento, para que o grupo desobstrua as vias. “A nossa polícia, através da Secretaria de Segurança, está negociando com eles de modo a evitar qualquer tipo de violência. Vamos tentar fazer tudo através do convencimento. Sabemos que existe o acirramento de posições, mas a polícia está agindo de forma correta. Vários caminhões já foram multados e estamos fazendo um trabalho de desmobilização para poder liberar a Esplanada dentro de um movimento pacífico”, disse o chefe do Executivo local.

Na manhã desta quinta, o secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo Souza, esteve no local e conversou com os caminhoneiros, solicitando que a manifestação começasse a ser desmobilizada ainda hoje. “A gente tem que começar a voltar a organizar. Ajustamos com as lideranças e estamos aguardando até que os senhores possam encaminhar a documentação que os senhores consideram importante, para que depois a gente possa desobstruir as vias e a Esplanada volte a ter fluxo. O trânsito tem que voltar à normalidade”, disse o chefe da pasta.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, as autoridades tiveram reuniões com os líderes dos integrantes da manifestações, que ocorrem pelo quarto dia seguido. Ele disse que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que estão acampados na área central de Brasília poderão continuar com os atos. As vias, contudo, precisam ser abertas para que o trânsito da volte a fluir.

O secretário cobrou cooperação dos bolsonaristas para começar a liberar o trânsito de forma segura. “O trânsito tem que voltar à normalidade e a intenção é que a gente mantenha essa interlocução para que a gente possa, com o apoio dos senhores [manifestantes], como até agora a gente teve, com cooperação, apoio e diálogo, a gente avance nessa pauta com vocês”, finalizou Júlio. Além de pedestres, existem veículos de passeio e caminhões estacionados nos gramados da área central da capital.

Sobre a expectativa de paralisação dos caminhoneiros anunciada em diversos estados, Ibaneis disse esperar que o movimento não vá adiante. “Estamos vivendo um momento de bastante crise da nossa nação. Temos uma inflação batendo os dois dígitos e não podemos correr o risco de aumentar ainda mais os alimentos. Isso atinge, principalmente, a população mais carente”, pontuou.

“Assim como o presidente da República pediu aos caminhoneiros que desobstruíssem as vias, segue também o nosso pedido para que isso não ocorra na nossa região de modo que a gente tenha o abastecimento, principalmente de alimentos, mantido para toda a população do DF”, finalizou.

Na véspera dos atos convocados pelo presidente, mesmo com a proibição das forças de segurança, apoiadores já lotavam a capital federal, munidos de bandeiras do Brasil e faixas. No fim da tarde do mesmo dia, grupos se reuniram em frente à barreira da polícia, na Esplanada dos Ministérios, e pressionaram até conseguir a liberação da via, que já estava bloqueada.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) disse que, anteriormente, o combinado com a Secretaria de Segurança Pública era de que os veículos só seriam liberados a partir de 0h e que a antecipação “está sendo negociada”. No entanto, caminhões e ônibus foram autorizados a entrar e desfilam pela Esplanada.

Com informações de Metrópoles

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