Esta quarta-feira, 1 de julho, começou com três notícias nada boas para a família do presidente Jair Bolsonaro.

Assista:

Julgamento no TSE

A primeira delas foi que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter o processo de cassação da chapa Bolsonaro/Mourão por conta da invasão de uma página no Facebook chamada Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que foi alterada para Mulheres com Bolsonaro #17 durante a campanha eleitoral de 2018. A página reunia 2,7 milhões de seguidores quando foi hackeada. As ações para investigar o episódio foram apresentadas pelas campanhas dos então candidatos à Presidência da República Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

O relator do caso, Og Fernandes, e os ministros Luís Felipe Salomão e Alexandre de Moraes defenderam o arquivamento das ações, sob a alegação de que o episódio não teve repercussão nas eleições presidenciais, ou seja, a invasão do perfil não teria sido grave o suficiente para comprometer a legitimidade do pleito

Prevaleceu, no entanto, o entendimento de que o episódio é grave e deve ser, sim, investigada a autoria do ataque cibernético, que durou cerca de 24 horas. O voto de desempate a favor da reabertura da fase de coleta de provas foi dado nesta terça-feira pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

Aprovação do projeto de combate às Fake News no Senado

Outra notícia que também atinge em cheio o clã foi a aprovação, pelo Senado, do projeto que combate as fake news em redes sociais e mensageiros, como Whatsapp, Telegram e outros. O texto aprovado no Senado tem 38 pontos e são de extrema importância, entre eles, o de rastreamento total de origem, identificando e punindo os responsáveis. Aliados do governo, obviamente são contrários a proposta, alegando ‘censura’’ mas cá entre nós, não podemos construir uma sociedade minimamente civilizada com o descontrole sobre o que circula em redes sociais. O projeto agora segue para a Câmara, onde deverá sofrer alterações e volta ao Senado, onde elas serão reavaliadas. A idéia é chegar a um consenso. De qualquer forma, o governo perde.

Foro privilegiado

E a terceira notícia diz respeito a perda de foro por parte de Carlos Bolsonaro como vereador no Rio de Janeiro. Ele vem sendo investigado desde 2019 por contratação de servidores fantasmas em seu gabinete na Câmara. Em um dos casos mais emblemáticos, uma professora, que mora em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi lotada por 7 anos e 4 meses no gabinete de Carlos, recebendo salários que chegavam a 17 mil. Ela declarou que nunca soube sequer que havia sido contratada no Rio. Além de Carlos, outros 21 vereadores estão sob investigação.

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